Se meu bebê falasse…

Manual prático da mamãe que já enlouqueceu, mas continua na luta!

Amamentação, será que eu consigo?

amamentação

É sabido que a amamentação é fundamental para os primeiros meses de vida dos nossos pequenos, e o leite materno é sem dúvida o melhor alimento que podemos oferecer.

Quando eu estava grávida, fantasiei esse momento diversas vezes. Pensava na amamentação como o ato de maior amor e como já havia lido um milhão de vezes, essencial para o “vínculo mãe – filho”.

Na minha cabeça, tudo seria natural, lindo, perfeito, mas infelizmente não foi assim.

A Organização Mundial da Saúde estabeleu que o ideal seria se 90% de todos os bebês que nascem fossem exclusivamente amamentados até o sexto mês.

Então parei para pensar, porque será que no Brasil, esse índice é de apenas 40%?

E eu só tenho uma resposta para isso: Infelizmente,  amamentar não é tão simples assim, requer muito empenho, dedicação e paciência, e  muitas vezes tudo isso ainda não é suficiente.

O bebê precisa aprender a mamar, a gente precisa aprender a amamentar, não acontece de forma tão natural.

No meu caso, tentei muito mas não consegui.

Foram inúmeras tentativas, pra ser sincera eram 2 tentativas de 3 em 3 horas (duas pois tenho gêmeas) por 2 meses até que o meu leite secou e então eu desisti.

Essas tentativas eram carregadas de frustrações e muito, muito choro, meu e delas.

Mas eu não desisti tão fácil assim, aqui estão algumas das coisas que fiz (e que deram certo) para conseguir ofertar o máximo de leite materno para minhas bebês:

  • Aluguei uma bomba: enquanto as minhas filhas dormiam, eu ordenhava o leite do próximo mamá;
  • Usei ocitocina para descer mais leite;
  • Tomei o Chá da Mamãe da Weleda, além de nos acalmar ele também ajuda na produção de leite materno;
  • Usei uma concha para amamentação : ajuda o formar o bico do seio e facilita a pega do bebê;
  • Tomel Plasil, pois seu efeito colateral é aumento da produção de leite;
  • Tomei Água Inglesa, que é horrível, mas dizem que também ajuda na produção de leite
  • E como simpatia, comi todo arroz doce e canjica que pude.

Enfim , fiz de tudo. Fiquei desesperada quando não consegui, me senti impotente, menos mulher, frustrada e cheguei a questionar a minha qualidade como mãe.

Toda vez que alguém me perguntava: “Por que você não amamenta?” tinha vontade de morrer, então fazia aquele sorriso amarelo e respondia “Não consegui”

A cara das pessoas era ímpar, parecia que eu não queria amamentar, ou pior, que eu estava maltratando minhas pequenas.

Com o tempo essa sentimento foi passando, e a culpa diminuindo.

Sei que não consegui, mas elas receberam meu leite sim, pelo máximo de tempo que pude ofertar e mesmo sendo pela mamadeira era meu.

Junto com o pediatra encontramos um substituto para o leite materno que as mantém bem nutridas e saudáveis.

O vínculo mãe e filhas aconteceu independente de eu conseguir “dar o peito”, pois eu respeito e amo minhas filhas, o meu colo é imbatível para elas e a minha voz as acalma.

Não estou fazendo nenhuma apologia a amamentação, muito pelo contrário sou uma defensora da amamentação, só estou dizendo, a todas aquelas que assim como eu não conseguiram, que há outras alternativas.

Nosso amor não pode ser medido pela quantidade de leite do peito que damos aos nossos bebês.

Ou será que só 40% das mães brasileiras realmente amam os seus filhos?

Por isso, se você não conseguiu, tudo bem… o que importa mesmo é tentar de verdade e fazer  tudo o que está ao seu alcance.

Hoje minha consiência está em paz, pois sei que fiz e continuo fazendo o meu melhor.

PS: Se seu bebe falasse, diria: mamãe vamos conseguir juntos… mas se você não conseguir, tudo bem, pois eu te amo mesmo assim.

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10 dicas para aproveitar melhor seu tempo na maternidade…

Então tá, você passou 9 meses sonhando com o tão esperado dia, fantasiou, fez planos e ele finalmente chegou!

Seu bebê nasceu e está nos seus braços, parece sonho, uma enxurrada de emoções toma conta de você e a família inteira está contente e feliz.

Você provavelmente está cansada, mas tem a sensação que pode tudo, que é invencível.  Essa pequena vida te traz admiração, dá vontade de chorar só de pensar no tamanho desse amor que parece não caber no peito. Realmente é uma coisa mágica.

Na maternidade, muitas visitas, muitas pessoas, muitos presentes, muita alegria.

Mas nem tudo são flores e para que você aproveite ao máximo sem se estressar muito, separei algumas dicas que eu gostaria de ter recebido enquanto ainda estava na maternidade:

  1. FREEZER CHEIO: Antes de sair para a maternidade, deixe estocado em seu freezer comida suficiente para as refeições de uma semana (caso você não tenha empregada), pois isso irá lhe ajudar muito na volta para a casa, e é uma coisa a menos para se preocupar e curtir o seu momento.
  2. DOCUMENTOS: Tenha seus documentos separados, se informe na maternidade os documentos solicitados, tanto seus, quanto os do seu acompanhante. Tenha o histórico do seu pré-natal com você, pois as enfermeiras que dão entrada na sua internação vão pedir. Caso você vá fazer o parto pelo convênio, tenha o número da autorização em mãos para esse procedimento e evite dores de cabeça e atrasos na entrada do hospital.
  3. APROVEITE AS ENFERMEIRAS: A função delas é te ajudar, te ensinar a amamentar, tirar dúvidas sobre a troca de fraldas, mostrar como se deve dar banho no bebê etc… Não tenha vergonha e peça que elas tenham paciência, pois para elas essa é uma atividade corriqueira, mas para você tudo é novidade. Aproveite a parte da manhã, pois nesse horário não existem tantas visitas e as enfermeiras geralmente estão bem dispostas.
  4. RECEBA VISITAS: Por mais cansativo que seja, quanto mais visitas você receber no hospital, menos visitas você receberá no primeiro mês de vida do seu filho. O primeiro mês é essencial para a adaptação do casal ao bebê e para estabelecer uma nova rotina. Além do mais, no primeiro mês seu bebê só tem as 2 vacinas que tomou na maternidade e ainda não está imunologicamente fortinho.
  5. TERCEIRA PESSOA: Pode parecer insano o que eu vou escrever, mas além de você e seu marido planeje ter sempre uma terceira pessoa a disposição. Óbvio que tem que ser alguém intimo que vocês se sintam a vontade tanto para compartilharem esse momento especial quanto também de pedir licença para ficarem a sós com o bebê quando necessário. Essa pessoa será essencial para te acompanhar quando seu marido sair para fazer as refeições, registrar a criança, assinar a alta e para ajudar a na hora de ir para casa.
  6. DESPACHE OS PRESENTES: Quando alguém próximo, como sua mãe, sua irmã, sua sogra forem te visitar, mande os presentes que você recebeu na maternidade por elas, vocês não acreditam o volume de presentes… parece que estamos saindo do shopping com o enxoval completo do bebê, e na hora de ir embora, mesmo com o carrinho da maternidade não dá para carregar tudo, várias viagens até o carro tem que ser feitas e só atrapalha a saída.
  7. CONTATO DE UMA ENFERMEIRA: Caso seu bebê seja uma menina as enfermeiras vão lhe oferecer para fazerem o furo da orelha na sua casa, pois é proibido fazer no hospital e é uma forma delas ganharem uma graninha extra. Mas ter o contato de uma enfermeira é sempre legal, principalmente se você precisar de assessoria na hora de amamentar(vou escrever um post sobre isso depois)
  8. LANCHINHO: Muitas maternidades fornecem alimentação ao acompanhate, mas não tem a mesma qualidade da nossa refeição e nem sempre o processo é fácil, já que o convênio o responsável por cobrir essa despesa. Em alguns convênios é preciso pedir autorização prévia para a despesa outros fazem através de reembolso. Verifique com o seu convênio para não ter surpresas desagradáveis.
  9. FOTO/VÍDEO: Contrate esse serviço com antecedência, pois no dia que eu estava na maternidade caiu o sistema e demorei para dar entrada como paciente, conclusão:  a hora que eu cheguei no quarto já era hora de ir para a sala de parto e não me ofereceram o serviço, acabei ficando sem essa recordação. Portanto, se você já optou por cesária e seu parto já foi agendado, ligue antes na maternidade para se informar e contratar.
  10. BEBÊ CONFORTO: Arrume a cadeirinha/ bebê conforto no carro antes de ir para a maternidade. Com a nova lei, algumas maternidades não liberam o bebê se não tiverem a certeza que ele estará seguro no trajeto para casa e exigem ver a cadeirinha.

Bom, espero que essas dicas sejam úteis e que vocês aproveitem cada momento dessa experiência incrível.

PS: Se seu bebê falasse ele diria: “Não vejo a hora de te conhecer mamãe!”

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