Se meu bebê falasse…

Manual prático da mamãe que já enlouqueceu, mas continua na luta!

São gêmeos!

twins

É engraçado, mas uma das perguntas que as pessoas mais fazem para mim é: Como foi quando você descobriu que eram gêmeos?

Me lembro como se fosse ontem, descobri que estava grávida no dia 23 de janeiro de 2011 depois de 3 exames de farmácia, no dia seguinte veio a confirmação com um exame de laboratório.

Agendei médica para dia 27/01, uma sexta -feira antes de uma viagem a trabalho, ali fiz uma ultrassom, para saber se estava tudo bem e se eu podia viajar.

O exame constatou a gravidez e um pequeno descolamento de placenta, mas que estava tudo bem, se eu fosse medicada podia sim viajar com tranquilidade.

Como tudo era muito pequenininho a doutora me disse para eu não me assustar que os batimentos cardíacos só poderiam ser escutados a partir da 8a semana e me fez a seguinte pergunta:

Histórico de gêmeos na família?

Eu respondi:

Não tem não. Ai, não me assusta! Por que? Você viu alguma coisa?

Ela respondeu:

Calma, essa é apenas uma pergunta de rotina. Não se preocupe.

Fomos embora felizes com a notícia, saimos dali e avisamos nossas famílias (pais e irmãs) e esquecemos completamente dessa pergunta final.

Fui viajar e quando voltei agendei a minha primeira ultassom oficial para o dia 13/02, ás 15h30, combinei de encontrar o Mauricio lá.

Nesse dia choveu muito em São Paulo e eu estava ansiosa, então saí depois de um almoço de trabalho e fui direto para o laboratório.

No final de semana anterior, eu e o Mau haviamos discutido por algum motivo que nem consigo me lembrar, e estávamos sem nos falar direito.

Entramos na sala do exame e veio uma médica muito animada para realizar o exame, deitei na maca, o Mauricio sentou e então ela iniciou o exame dizendo:

Vamos ver como é que está esse bebê! Ôpa… Vamos ver como estão esses bebês!

Eu levantei minha cabeça e falei: Você só pode estar de brincadeira comigo!

E ela retrucou: Acredite em mim, aqui não é lugar para fazer esse tipo de brincadeira. Realmente estou vendo dois fetos, mas sua bolsa está muito grande então pode ser que haja mais um.

Ai eu disse: Se tiver mais um eu infarto! =D

O Mauricio só coçava a cabeça e repetia: CARAL** , É SÉRIO?

O exame prosseguiu, ela constatou que eram apenas 2 fetos mesmo, ouvi os dois coraçõezinhos, parecia estar vendo anjos, principalmente quando ela mostrava os dois juntos. Mas minha cabeça rodava com a idéia de ser mãe de gêmeas, era muita informação para ser absorvida, muita emoção, muita dúvida…. tanta coisa que eu acho que nem curti direito minha primeira US.

Saimos de lá ainda tontos, com a briga esquecida (é lógico) e dando muita, muita risada.

As pessoas olhavam para nós com um olhar de curiosidade. Afinal, quem sai de um exame médico as gargalhadas?

O Mauricio nem voltou para casa comigo, precisou de um tempo sozinho.

Eu já sai ligando para toda minha família e amigos próximos. Como sempre fui brincalhona, as pessoas achavam que eu estava de brincadeira e muita gente, inclusive minha mãe, pediu para ver o exame para ter certeza!!

Demoramos quase uma semana para conseguir concentrar em qualquer outra coisa. O amor que já existia extrapolou, os cuidados eram dobrados e a felicidade também.

Hoje não consigo imaginar como seria estar grávida de um bebê só, e ao olhar para as minhas pequeninas tenho a certeza que precisava da meiguice da Luly e da energia da Lory, pois elas me completam.

Essa é a minha vida e sou muito feliz com o que foi reservado para mim. Não mudaria um segundo sequer de tudo que vivi até aqui, pois tenho certeza que Deus cria meios e nos capacita para encarar esse grande desafio de ser mãe, principalmente de gêmeos!

Se minhas bebês falassem diriam: SURPRESA!!!

E que surpresa boa!!!!!

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Incompetência Istmo-Cervical (IIC)

Compartilhar minhas experiências como mãe e trazer uma palavra de incentivo a todas as mamães que passam por momentos turbulentos (todas nós passamos) foi um dos motivos pelo qual iniciei esse blog.

Muitas vezes durante a gravidez e desde que as minhas meninas nasceram tive que recorrer a internet para tirar dúvidas e nem sempre recebi palavras de incentivo. Como eu suspeitava drama e tragédia chamam muito mais atenção.

Não quero fantasiar nem mascarar a verdade sobre o que é ser mãe e todas as complicações que podem vir nesse pacote, apenas tenho um jeito diferente de pensar, eu SEMPRE opto em pensar no lado positivo de tudo.

Talvez seja exatamente isso que me ajudou, ou talvez seja minha fé inabalável, o que importa é que eu tenho IIC e mesmo assim fui capaz de gerar e segurar uma gravidez gemelar por 37 semanas.

Então o que é essa tal de IIC?

Incompetência Istmo-Cervical é a incapacidade do colo uterino manter uma gravidez, acontece em 1 a cada 1000 mulheres e pode ser congênita ou provocada. A IIC é responsável por 35% das perdas gestacionais.

O que acontece é que o colo do útero deve ficar fechado durante toda a gravidez e só se abrir na hora do parto. Com a IIC ele vai se abrindo a medida que o bebê ganha peso até que haja a expulsão do feto ou parto extremamente prematuro, por isso, a maior parte dos abortos por IIC são tardios (com mais de 12 semanas de gestação).

A pior parte é que essa condição não apresenta sinais, não há dor  nem sangramentos e a maioria das mulheres só descobre após perder 1 ou mais bebês.

Mas a boa notícia é que existem meios de driblar a IIC e ter uma gestação feliz e saudável.

Por isso vou contar a minha história, que é muito vitoriosa! =D

Tudo corria hiper bem com a minha gravidez e estava exatamente tudo conforme o esperado, os bebês com peso e altura ideais para idade gestacional, batimentos cardíacos perfeitos e minha barriga crescia lindamente.

Quando estava com 23 semanas de gestação em uma consulta de rotina, já quase saindo da sala da minha médica, ele me chamou novamente e disse:

– Sabe de uma coisa, vou te pedir mais um exame.

Então, adicionou uma ultrasom transvaginal para saber as condições do meu colo do útero.

Foi a nossa salvação, chegou o dia do exame e também havia marcado minha ultrasom de rotina, tudo lindo e perfeito com as meninas, mas na hora da trans, o médico fez uma cara péssima e me alertou que meu colo estava curto e que eu deveria entrar em contato com minha médica o mais rápido possível.

Eu estava com 1,0 cm de colo, o que já é considerado curto para uma gestação de um bebê, para gemelar então… nem se fala.

Minha médica pediu o repouso durante aquela semana e que eu repetisse o exame em 1 semana.

Uma semana depois lá estávamos, maridão e eu para uma reavaliação, dai veio a notícia bombástica, estava com menos que 0,5 cm de colo de útero.

Na hora não consegui dimensionar a gravidade do problema, até que me ao me agachar para amarrar meu tênis e a médica do exame deu um grito: Levanta agora! Isso é sério, você pode entrar em trabalho de parto.

E adicionou: Me dá o número da sua médica agora que eu vou falar com ela.

Tomei um choque, não sabia que estava acontecendo. Como podia minhas bebês estarem bem e eu não?

Dois dias depois fui a minha médica, que me explicou o que era a IIC e me deu duas opções, repouso absoluto ou cerclagem mais repouso absoluto.

Cerclagem nada mais é do que costurar o colo do útero para ajudar que ele não se rompa, é indicada até a 16a semana de gestação.

Por isso o dilema, ela até poderia fazer a cerclagem, mas isso não ia garantir o sucesso e continuidade da minha gravidez, com apenas 0,49 cm ela mesmo podia estourar minha bolsa tentando pinçar o colo do meu útero. E mesmo se eu optasse por repouso isso também não garantiria que eu não ia entrar em trabalho de parto. Mas seja lá qual fosse minha opção, eu também não tinha muito tempo para pensar.

Nessa época, as meninas pesavam menos que 500 grs e é raro que bebês com esse peso sobrevivam. Entrei em pânico!

Então a minha querida médica me ganhou com a seguinte frase: Sei que é uma decisão difícil, e eu não posso te dizer o que escolher, mas saiba que eu tô do seu lado e quero o mesmo que você, que essas meninas nasçam bem, com peso ideal e saudáveis, por isso, se você optar pela cerclagem te prometo que vou fazer o meu melhor!

Ai eu tive a certeza que se eu não fosse ter meus bebês, eu pelo menos ia tentar e lutar até o final, até onde eu pudesse.

Para minha sorte a cerclagem foi agendada para o final daquela semana, e foi um sucesso!

Depois disso entrei em repouso absoluto por 13 semanas, durante as quais não podia subir nem descer escadas, proibida ter relações sexuais, sem dirigir ou fazer qualquer outro esforço, no inicio até banho meu marido tinha que me dar. Tomei muitas injeções de corticóide, acerelei ao máximo o desenvolvimento das bebês por precaução de um parto prematuro.

Foi duro, mas eu sabia que estava fazendo isso pelo bem daquilo que mais amo nessa vida (a Luly e a Lory).

E não é que deu certo!! Tive as meninas com 37 semanas pesando 2,500 cada uma e completamente saudáveis.

Ninguém acredita, mas tivemos alta médica em apenas 3 dias e viemos para casa viver nossa vidinha mais felizes do que nunca.

Milagre? Eu não sei, pode até ser… Mas se deu certo para mim, porque não pode dar certo para você?

Se minhas bebês falassem, com certeza diriam, obrigada por lutar por nós!

PS: Diagnosticar a IIC é simples, basta uma ultrasom transvaginal, peça ao seu médico, por amor a seu bebê! =D

Um beijo,

Débora

Fonte: BabyCenter e Wikipédia

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